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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Walk like an egyptian

Pra entender o que rolava em termos de arte no Egito Antigo é preciso considerar a relação da arte com a religião. Naquela época, TODA arte tinha que ser sobre o faraó e o faraó era santo, logo, toda arte era sacra. Além de ser uma arte sacra e, portanto, cheia de regras religiosas, essas regras tinham que ser obedecidas sob pena de ira divina. E isso rolou durante milênios...

Acho que a arte egípcia também era exclusivamente dedicada aos mortos (alguém me corrija se eu estiver errada), virando uma grande referência na arte funerária. Mas isso não era uma coisa macabra e tal porque os egípcios acreditavam que a vida continuava depois da morte, então, era só uma passagem super importante e tal, mas nada triste (pelo contrário).

Como o faraó era santo, uma ligação entre o povo e deus, quando chegava a hora dele fazer a “passagem”, tinha que ser em grande estilo: as pirâmides.

A primeira pirâmide realmente grande foi a do faraó Zoser, contruída por um caboclo chamado Inhotep, que foi até “canonizado” depois de morrer, como reconhecimento pela sua obra. Ele foi o primeira arquiteto a arriscar usar quase que somente pedras em uma obra.

Esse túmulo era em forma de “mastaba”, que era uma tumba que tinha uma base retangular e, em cima, a parte aonde efetivamente ia morto, em forma de trapézio. Depois de fazer a primeira, eles iam fazendo outras “mastabas”, uma em cima da outra, sempre menor do que a que tinha embaixo. Essa estrutura ia fazendo degraus e formando uma pirâmide.

Mastaba

Depois dessa, vieram as outras, inclusive as pirâmides símbolo Quéops, Quefren e Miquerinos, que foram construídas para representar o encontro do homem com deus. Teoricamente, a pontinha do triângulo representa o lugar até onde deus desce pra chegar aos homens e até onde os homens devem subir para se encontrar com deus (ou seriam deuses?).

No começo dos anos 20, no Vale dos Reis, foram encontradas as ruínas do que deve ser o maior tesouro arqueológico do Egito: o túmulo de Tutacamom. Entre os outros mais de 50 descobertos por lá, esse foi o único que ainda estava intacto. Os outros tinham sido “hackeadas” por ladrões de túmulos.

TronoO descanso de Tutacamon provavelmente foi salvo porque estava dentro de um lugar que só podia ser alcançado depois de passar por 2 portas secretas. Passando pela primeira, estava o tesouro, com estátuas do moço, o trono, carruagens (Oi?), roupas e outros objetos pessoas, tudo em muito outro (inxalá!). Depois da segunda porta, finalmente o sarcófago, mas este não era um simples sarcófago, eram 3: um dentro do outro, tipo matroska. A primeira era de madeira dourada, a segunda era de madeira com vidro e a terceira, de ouro maciço e pedras preciosas. Lá dentro, finalmente, a pobre múmia do moleque.

Todos esses tronos, tumbas, carruagens, objetos de uso dos faraós e todo tipo de arte feito direto nas paredes e portas das pirâmides era feita por artesãos anônimos. Não era permitido ficar famoso fazendo arte. Era um ofício como outro qualquer: você era designado para isso, as regras religiosas do ofício eram ensinadas e não era permitido imprimir o seu “estilo” na obra. As cores, por exemplo, eram pré-definidas e a água era sempre representada em azul com um zigue-zague preto. Os homens eram sempre marrons e as mulheres eram amarelas e as estátuas deviam somente representar a presença perpétua de uma pessoa ou de um deus.

EgipciaAs estátuas dos mortos eram feitas para serem colocadas no túmulo, para que o espírito do falecido pudesse reconhecer a sua sepultura, pegar seu corpo e continuar a viver lá na outra dimensão.

Na pintura, a cabeça, as pernas e os pés tinham que ser colocados de perfil e o corpo, sempre de frente. Isso obrigava o artista a fazer aquele pescocinho que deu origem a expressão “fazendo a egípcia”, que nós tanto amamos. Outra (des)regra era desprezar profundidade, perspectiva e proporção: Os personagens mais importantes eram maiores e pronto!

Isso tudo recebeu o nome bonito de "lei da frontalidade" e reinou por quase todo esse período da arte.

Esse post é em homenagem a professora Rita, da sétima série, que me ensinou essas coisas aí.

PS1: Aceito correções. Meus conhecimentos sobre o assunto são módicos e eu não tenho exatamente muito tempo ou disposição de fazer pesquisas. Esse blog é só de brincadeira, não pretendo e nem poderia ensinar nada a ninguém.

PS2: As imagens são meramente ilustrativas. A mastaba nao é a do faraó Zoser, o trono nao é de Tutacamom e a figura "fazendo a egípcia" eu achei no Google Images.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fred Herzog

Fred Herzog

Fred Herzog ficou famoso por fotografar a vida da classe trabalhadora de Vancouver nos anos 50 e 60.

Nascido em Stuttgart, ficou orfão durante a guerra e foi trabalhar como estivador. Chegou ao Canada no começo dos anos 50, passando por Toronto e Montreal antes de chegar a Vancouver em 1953.

Foi marginalizado na fotografia por usar Kodachrome quando todo mundo ainda usava branco e preto.

Mais fotos aqui.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

5 projetos que me chamam a atenção

1. Scissorisms



Esse alemão fez uma exposição dupla bem fora dos clichês. Adorei o resultado.
Cheguei a conversar com ele e ficamos de fazer uma dupla juntos. Preciso retormar esse contato!

2. Dupla com uma meio frame e uma fram inteiro



Colaboração de uma Olympus OM1 em Liverpool e uma Olympus Pen EE3 em Glasgow.

Como eu não pensei nisso antes? Muito bons os resultados. Diferente.

3. Holga Chic



O grupo é de uma garota de Telaviv que estuda e.ou trabalha com moda. A história é documentar moda no mundo todo com uma Holga.

Tenho muitas fotos postadas lá e um bom número delas como ´Holga Chic of the Day´. Acho que é porque eu pesquei bem a idéia: Não é só fazer uma foto de moda. Tá mais pra documentar moda. Acho que o único membro que efetivamente faz ensaios é a HolgaSnake. As produções são mais crônicas de moda do que efetivamente "ensaios", mas ela saiu do Flickr...

4. Penography



A idéia aqui é usar os dois frames da Pen para fotografar uma mesma coisa. Achei diveritido.

5. Signboards

Dois garotos italianos pediram pras pessoas escreverem alguma coisa no quadrinho e fazerem poses pras suas Holgas.

Gostaria de tocar uma parada que fizesse vários desses no Brasil, nos centros de cidades grandes e pequenas, em vários estados.

Não coloquei a foto porque os autores não permitem.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tomoko Sawada

Tomoko Sawada é uma fotógrafa japonesa que ganhou notoriedade com auto-retratos. Um pouco além da Cindy Sherman, ela começou com fotos tiradas em cabines de 3x4 instantâneas e depois fez uma série com fotos do tipo ´Livro do Ano´.

Com ajuda do computador, nesse trabalho ela ´atua´ como todas as pessoas presentes na foto, mudando apenas as roupas, o cabelo e a maquiagem.



Total zombaria com o aspecto homogêneo dos japs e com a tradição conformista.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

The love we give away...


Close Up, originally uploaded by cantstoptharock.

Este ai foi o presente de dois anos de namoro de Jeannete e Stephan, mas em http://www.sendamessage.nl/ você pode ter a sua mensagem pixada na Paslestina por 30 euros.

E eles ainda mandam as fotos do ´making of´.



Arte + ativismo.