Segundo meu Last.fm, estes são os meus artistas mais ouvidos de 2008.
Depeche Mode
Não diga... Minha banda favorita de todos os tempos. Acho que todos os anos é a banda mais ouvida. Com sorte, no Brasil (ou em outro lugar) em 2009.
Nada Surf
Outra que figura o meu top 5. Também deve fazer a lista todos os anos, mas esse ano teve um motivo especial: Lucky. O novo cd é bem bom. Não é melhor que o Let Go, mas é novo. Deu pra ouvir até furar. ´From now on´ é a preferida, mas dizem que ouvi mais ´I like what you say´.
Beck
Eu não ouvia Beck há uns 5 anos... Mas aí veio o CD novo, com música como Gamma Ray e Modern Guilt... Nossa. Eu me atrevi a dizer que o disco era tão bom quanto Odelay e quase fui enforcada pelos mais ortodoxos, mas que acho, acho.
Arctic Monkeys
As razões são duas: 505 e Do me a favor. E Last Shadow Puppets. Ouvir o cd do projeto novo do Alex Turner me fez ouvir outros cds também. Do me a favor foi a música mais ouvida do ano (The start to breaking up, to start to fall apart Oh! hold on to your heart) e 505 (I probably still adore you with you hand around my neck, or I did last time I checked) a sétima.
Hives
Eu simplesmente adorei o novo cd do Hives. Tô ouvindo até hoje. Amei o show. Foi muito melhor do que eu podia imaginar.
Muse
Acho que eu sempre ouço muito Muse. Fala ao meu coração. O show foi bem bom apesar de eu estar quase morrendo no dia. Foi triste isso, mas sei lá... Combinou com toda a situação e ainda deu pra aproveitar um pouco.
Blonde Redhead
Essa foi uma banda que demorou pra me bater. Um ano pelo menos. Um ano depois de vê-los ao vivo, começou a cair bem. Ouvi o CD novo, me apaixonei por Silently e 23, que chegaram num momento super apropriado. Lembro de nego falando: Blonde Redhead? Acho que sei qual é... É uma banda que tem um cara e uma garota e.. a voz do cara.. é igualzinha a da garota. É essa não é? Tô rachando aqui só de lembrar.... :DDD Pra melhorar, só responder meus emails com mais frequencia :P
Weezer
Também CD novo. Não é tão bom quanto eu esperava, mas pelo menos me fez ouvir de novo as antigas. Mentira. Eu ouço Weezer bagaray com ou sem disco novo. ¬¬ Rivers, meu filho, esperamos músicas suas. Beijos.
Killers
Mais CD novo. Sawdust e Day & Age. GOstei mais de Sawdust. Ouvi bastante esse. O outro, sei lá.. Ouvi X vezese morreu. Duvido que a banda faça a lista em 2009.
Fratellis
Ainda não tinha ouvido nenhum dos cds. Ouvi bastante o primeiro. Ouvi 3 vezes o segundo e morreu. Ouvi bastante esse enquanto meu apê reformava e eu fiquei na casa da minha mãe. Acho que era porque o cachorro ficava todo animadinho quando tocava.
Pavement
Saudosismo. Só.
Los Hermanos
É... Eu que achei que nunca mais ia ouvir. Ouvi até que bastante pro pouco que duram as ilusões. Ano que vem não estará na lista, com certeza.
Interpol
CD novo tbm. CD e show. Faz a gente ouvir mais. Não morri de amores pelo CD, não. Mas é bem bom. Acho que é a época da vida.
Racounters
Acho essa banda bem furreca, mas tem umas 2 músicas que gosto muito. Ouvi só essas.
Scissors Sisters
Não precisa de motivo pra ouvir isso. É bom demais, mesmo depois de um tempo.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Acho anos 90 - pt2
DISCLAIMER: Eu ouvi muito lixo nos anos 90. Isso inclui Information Society e Double You. Isso significa apenas que 1. Eu era infant 2. Nem tudo que eu ouço é bom e nem tudo que é bom eu ouço. Nessa série de posts (que não sei quantas partes vai ter) vai se limitar a falar sobre o que eu acho que me influenciou ou influenciou o mundo. Vou ignorar tudo que se perdeu no buraco negro cultural, pra onde eu acredito que vai parar, por exemplo, o U2. Mas essa teoria do U2 eu explico em outro momento. Beijos, até breve.
A segunda metade dos anos noventa começou animada para nós, aqui, nessa terra tropical.

95 e 96 foram anos que marcaram a carreira de bandas como Raimundos, pra citar os mais pesados, e Pato Fu, pra falar dos mais fofinhos. Junto com eles, zilhões de bandas de Minas, do Sul, de Brasilia e, mais especialmente, do Recife ganharam fama intergalática (segundo a minha visão adolescentística da época).

Com a ajuda da MTV, de algumas rádios universitárias e de selos independentes como Banguela, Chaos, Cogumelo e Excelente Discos, pela primeira vez eu ouvi roque nacional da minha época. Foi uma experiência bem bacana. Acho que foi ainda mais legal por ver tanta gente de tanto lugar e parar de ver a cultura ´jovem´ do Brasil como uma produto Rio-SP.

Nessa época eu conheci o Weezer, pelo até hoje maravilhoso clipe de Buddy Holly. Eu pirava no Rivers Cuomo de suéter minha gente. (Pirava?)

Conheci também o Cardigans, pelo blockbuster LeonardoDiCapriano Romeo+Juliet. Claro que Titanic fez muito mais sucesso, mas tenho pra mim que quem lançou Leo no mundo das fantasias adolescentes foi esse romance batido. Digo, lançou Leo no mundo das fantasias das outras teens, porque no meu, ele chegou por Basketball Diaries.

Tudo ia muito bem para a música brasileira quando surgiram os Mamonas Assasinas. Mamonas foi um negócio muito incrível. Teve o poder de não somente ofuscar o que estava acontecendo como de simplesmente apagar tudo o que já tinha sido feito.

Eu jamais tinha percebido isso, até 2004, quando um dos produtores do show do Nada Surf (outra banda indie responsável pela boa música dos anos 90) comentou isso comigo. E hoje eu acho que ele tem toda a razão.
Realmente não me lembro de nada mais muito relevante daquilo que tava rolando... O Raimundos prevaleceu porque achou um jeito de se ´mamonizar´ sem perder muuuuuito a identidade. O Pato Fu, também deu uma ´semi-mamonizada´ logo depois disso, depois se recolheu e continua até hoje como uma grande banda pequena...
Para a sorte dos gringos, algumas dessas bandas que se destacaram nessa segunda metade dos anos 90 conseguiram se consolidar.. Weezer, Cardigans, Nada Surf. Estão todos aí, com seus altos e baixos, mas prevalecendo com dignidade suficiente.
Nos anos que se seguiram, eu vi os acontecimentos muito de longe... Eu tinha chegado na melhor parte da adolescência, vesti meu salva-vidas e fui viver isso como se deve... Passei alguns anos me importanto somente com os "babados e confusões" que tinha direito, com a minha "turminha louca" que estava a fim a penas de "aprontarmuitas confusões"...
Clichês de Sessão da Tarde a parte, eu tive uma adolescência de primeira e nas coisas que eu não tenho no meu currículo é a atividade de indie deprimido que fica no quarto ouvindo chororô de banda underground dos anos 90. Pronto, falei!
Mas enfim... Eu acabei deixando até bandinhas que eu gostava de lado, como meus guilty pleasures, porque meus amigos meninos eram metaleiros e minhas amigas meninas gostavam das 10 mais da Jovem Pan.
Os anos 90 acabaram pra mim em Porto Seguro, dançando a dança da manivela, regada a muito álcool vendido para menores de idade.

É a vida, né?
Mas com o fim dos anos 90, vieram os provedores de acesso discado a internet, as madrugadas de IRC e a MP3, que nesse momento voltaram a viabilizar o consumo da música, afinal, o CD agora custava o dobro ou mais que isso.
A essa altura, pra mim também chegou a carteira de motorista, o trabalho, a facul a noite e o noivo... Isso acabou minizando o efeito internet na minha vida cultural.
Só mesmo em meados de 2002 consegui fazer o uso correto das possibilidades que se apresentavam.
Mas o assunto aqui é a década anterior, certo? Depois eu volto pra falar dos filmes, então.
A segunda metade dos anos noventa começou animada para nós, aqui, nessa terra tropical.
95 e 96 foram anos que marcaram a carreira de bandas como Raimundos, pra citar os mais pesados, e Pato Fu, pra falar dos mais fofinhos. Junto com eles, zilhões de bandas de Minas, do Sul, de Brasilia e, mais especialmente, do Recife ganharam fama intergalática (segundo a minha visão adolescentística da época).
Com a ajuda da MTV, de algumas rádios universitárias e de selos independentes como Banguela, Chaos, Cogumelo e Excelente Discos, pela primeira vez eu ouvi roque nacional da minha época. Foi uma experiência bem bacana. Acho que foi ainda mais legal por ver tanta gente de tanto lugar e parar de ver a cultura ´jovem´ do Brasil como uma produto Rio-SP.
Nessa época eu conheci o Weezer, pelo até hoje maravilhoso clipe de Buddy Holly. Eu pirava no Rivers Cuomo de suéter minha gente. (Pirava?)
Conheci também o Cardigans, pelo blockbuster LeonardoDiCapriano Romeo+Juliet. Claro que Titanic fez muito mais sucesso, mas tenho pra mim que quem lançou Leo no mundo das fantasias adolescentes foi esse romance batido. Digo, lançou Leo no mundo das fantasias das outras teens, porque no meu, ele chegou por Basketball Diaries.
Tudo ia muito bem para a música brasileira quando surgiram os Mamonas Assasinas. Mamonas foi um negócio muito incrível. Teve o poder de não somente ofuscar o que estava acontecendo como de simplesmente apagar tudo o que já tinha sido feito.
Eu jamais tinha percebido isso, até 2004, quando um dos produtores do show do Nada Surf (outra banda indie responsável pela boa música dos anos 90) comentou isso comigo. E hoje eu acho que ele tem toda a razão.
Realmente não me lembro de nada mais muito relevante daquilo que tava rolando... O Raimundos prevaleceu porque achou um jeito de se ´mamonizar´ sem perder muuuuuito a identidade. O Pato Fu, também deu uma ´semi-mamonizada´ logo depois disso, depois se recolheu e continua até hoje como uma grande banda pequena...
Para a sorte dos gringos, algumas dessas bandas que se destacaram nessa segunda metade dos anos 90 conseguiram se consolidar.. Weezer, Cardigans, Nada Surf. Estão todos aí, com seus altos e baixos, mas prevalecendo com dignidade suficiente.
Nos anos que se seguiram, eu vi os acontecimentos muito de longe... Eu tinha chegado na melhor parte da adolescência, vesti meu salva-vidas e fui viver isso como se deve... Passei alguns anos me importanto somente com os "babados e confusões" que tinha direito, com a minha "turminha louca" que estava a fim a penas de "aprontarmuitas confusões"...
Clichês de Sessão da Tarde a parte, eu tive uma adolescência de primeira e nas coisas que eu não tenho no meu currículo é a atividade de indie deprimido que fica no quarto ouvindo chororô de banda underground dos anos 90. Pronto, falei!
Mas enfim... Eu acabei deixando até bandinhas que eu gostava de lado, como meus guilty pleasures, porque meus amigos meninos eram metaleiros e minhas amigas meninas gostavam das 10 mais da Jovem Pan.
Os anos 90 acabaram pra mim em Porto Seguro, dançando a dança da manivela, regada a muito álcool vendido para menores de idade.
É a vida, né?
Mas com o fim dos anos 90, vieram os provedores de acesso discado a internet, as madrugadas de IRC e a MP3, que nesse momento voltaram a viabilizar o consumo da música, afinal, o CD agora custava o dobro ou mais que isso.
A essa altura, pra mim também chegou a carteira de motorista, o trabalho, a facul a noite e o noivo... Isso acabou minizando o efeito internet na minha vida cultural.
Só mesmo em meados de 2002 consegui fazer o uso correto das possibilidades que se apresentavam.
Mas o assunto aqui é a década anterior, certo? Depois eu volto pra falar dos filmes, então.
domingo, 21 de setembro de 2008
Acho anos 90 - pt 1.
DISCLAIMER: Eu ouvi muito lixo nos anos 90. Isso inclui Information Society e Double You. Isso significa apenas que 1. Eu era infant 2. Nem tudo que eu ouço é bom e nem tudo que é bom eu ouço. Nessa série de posts (que não sei quantas partes vai ter) vai se limitar a falar sobre o que eu acho que me influenciou ou influenciou o mundo. Vou ignorar tudo que se perdeu no buraco negro cultural, pra onde eu acredito que vai parar, por exemplo, o U2. Mas essa teoria do U2 eu explico em outro momento. Beijos, até breve.
Acho que a minha primeira grande lembrança cultural dos anos 90 foi os Simpsons.
Passava na Globo, no fim de semana, se não me engano. Em 91, eu estava na quarta série e todos os meus amigos assistiam Simpons. Era uma chiva de camisetas, figurinhas e claro, The Simpsons Sing the Blues, com o hit Do the Bartman. Tocava em todas as festinhas.

Por causa dos Simpsons, veio a minha segunda grande referência dos anos 90. A família de Springfield parodiou um álbum que parecia ser um grande sucesso lá fora, com uma imagem do Bart nadando pelado atrás de uma nota de dolar.

Deve ter sido em 92, eu tinha 11 anos. Smells like teen spirit era definitivamente a coisa mais maldosa e pesada que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Eu fui uma criança criada a base de Tom Jobim e Chico, sabe. Fora isso, a minha mãe também ouvia muito Simone, Joana, Fagner, não era uma coisa "elitista". Ela gostava dos clássicos, mas também ouvia o que era sucesso no Cassino do Chacrinha. Tirando isso, eu só tinha contato com o que tocava no rádio, que em tempos de Plano Collor, ainda era muito resto do que as gravadoras tinham trazido dos anos 80.
Pra mim, Depeche Mode era o mais soturno e deprê que uma banda poderia ir. Eu tinha um Some Great Reward (tinha não... tenhoa até hoje... o mesmo) com musiquinhas alegres, mas também tinha Blasphemous Rumours. Imagina a minha cara de tacho quando ouvi Nirvana pela primeira vez...
Pra ajudar, no ano seguinte teve Hollywood Rock. Eu me reuni com o meu amiguinho Cássio pra ver a Globo transmitir uma banda superdivertida que tinha um baixista que tocava de cueca.

Aí apareceu um Kurt Kobain muito chapado mesmo. Eu NUNCA tinha visto alguém chapado de verdade em toda a minha vida. Só em filme. E em novela, se você considerar a Heleninha Roitmman.

Poxa vida, eu tinha 12 anos e tava muito dificil de entender. Entender eu não entendi, não. Mas achei aquilo tudo muito alguma coisa. Não sei exatamente o que. Talvez agressivo, mas não exatamente. Só sei que achei muito. Não era como o Erotica, da Madonna, que eu totalmente incapaz de compreender por causa da idade. Eu sabia que era impróprio pra minha idade, mas mesmo assim aquilo falava comigo.
Voltando pra SP, (meu amiguinho Cássio morava em Rio Preto, eu estava lá com a minha mãe, de férias) fiquei com aquilo na cabeça, observando essa história do Nirvana caminhar. Aquilo tocava no rádio, cara... E não tocava pouco, não. Tocava MUITO. E vendia. Vendia no Carrefour e estava no display principal da área de CDs.
Em 93 eu ganhei meu primeiro CD Player. Daquele da Sony, que vinha compulsoriamente com um Canto da Cidade, da Daniela Mercury. Junto com o aparelho, comprei também alguns CDs, entre eles, Nevermind e In Utero, que tinha acabado de sair.

Acho que o Nirvana fez a minha estréia na adolescência. Acho que era isso que falava comigo naquele som, mas eu ainda não entendia. Era angústia adolescente. Em grande estilo, né?
No ano seguinte, em 94, o Brasil conhecia o Plano Real, voltava a saber o que era ganhar uma Copa do Mundo (a primeira que tenho lembranças de verdade) e estava sendo assolado pela primeira onda do pagode romântico. Era uma época de Negritude Júnior com roupas brilhantes, Alexandre Pires de bigodinho e casaco de pelúcia com estampa de dálmata (pimp style) e Art Popular vestido de Ku Klux Klan (oi?) fazendo pirotecnia nos palcos da periferia de SP. Isso foi antes dos personal stylists e dos Armani dominarem essa galera... Era engraçado, vai?
Mas voltamos ao que interessa. 94 foi o ano que chegou a MTV na minha casa. Junto com ela, veio o Beck.
Na 7a série eu tinha amiga chamada Fernanda e ela adorava o Beck.

Você lembra da cara do Beck em 94?
Ele parecia com todos os meninos da minha escola. Só era mais branquelo. De resto, era a mesma coisa. A mesma roupa, o mesmo cabelo, a mesma magriça.
Eu achava o Beck muito doido, mas ele era comum. Poderia estudar comigo. Essa altura do campeonato ele tinha uns 20 e poucos, mas parecia ter 15, vai?
Aquela música (Loser) era a coisa mais não convencional que eu já tinha ouvido:
Tinha uma viola country.
Tinha uns sons que pareciam as músicas que tocavam nas lojas que as minhas amigas compravam aquelas porras daquelas saias indianas.
Tinha um branco fazendo rap. O último branco fazendo rap que eu tinha lembrança era o Vanilla Ice, sabe... Sem contar que eu me amarrava na caixa viajante do clipe.
(PAUSA EXPLICATIVA: Pra mim, os Beastie Boys são pós-Beck, porque foi nesse mesmo ano que eu vi o clipe de Sabotage e, só então, fui descobrir que por trás de No Sleep Til Brooklyn tinham uns branquelos...)
Em 95 veio a onda Indie Brazuca, mas essa história eu vou deixar pra contar depois...
Acho que a minha primeira grande lembrança cultural dos anos 90 foi os Simpsons.
Passava na Globo, no fim de semana, se não me engano. Em 91, eu estava na quarta série e todos os meus amigos assistiam Simpons. Era uma chiva de camisetas, figurinhas e claro, The Simpsons Sing the Blues, com o hit Do the Bartman. Tocava em todas as festinhas.
Por causa dos Simpsons, veio a minha segunda grande referência dos anos 90. A família de Springfield parodiou um álbum que parecia ser um grande sucesso lá fora, com uma imagem do Bart nadando pelado atrás de uma nota de dolar.
Deve ter sido em 92, eu tinha 11 anos. Smells like teen spirit era definitivamente a coisa mais maldosa e pesada que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Eu fui uma criança criada a base de Tom Jobim e Chico, sabe. Fora isso, a minha mãe também ouvia muito Simone, Joana, Fagner, não era uma coisa "elitista". Ela gostava dos clássicos, mas também ouvia o que era sucesso no Cassino do Chacrinha. Tirando isso, eu só tinha contato com o que tocava no rádio, que em tempos de Plano Collor, ainda era muito resto do que as gravadoras tinham trazido dos anos 80.
Pra mim, Depeche Mode era o mais soturno e deprê que uma banda poderia ir. Eu tinha um Some Great Reward (tinha não... tenhoa até hoje... o mesmo) com musiquinhas alegres, mas também tinha Blasphemous Rumours. Imagina a minha cara de tacho quando ouvi Nirvana pela primeira vez...
Pra ajudar, no ano seguinte teve Hollywood Rock. Eu me reuni com o meu amiguinho Cássio pra ver a Globo transmitir uma banda superdivertida que tinha um baixista que tocava de cueca.
Aí apareceu um Kurt Kobain muito chapado mesmo. Eu NUNCA tinha visto alguém chapado de verdade em toda a minha vida. Só em filme. E em novela, se você considerar a Heleninha Roitmman.
Poxa vida, eu tinha 12 anos e tava muito dificil de entender. Entender eu não entendi, não. Mas achei aquilo tudo muito alguma coisa. Não sei exatamente o que. Talvez agressivo, mas não exatamente. Só sei que achei muito. Não era como o Erotica, da Madonna, que eu totalmente incapaz de compreender por causa da idade. Eu sabia que era impróprio pra minha idade, mas mesmo assim aquilo falava comigo.
Voltando pra SP, (meu amiguinho Cássio morava em Rio Preto, eu estava lá com a minha mãe, de férias) fiquei com aquilo na cabeça, observando essa história do Nirvana caminhar. Aquilo tocava no rádio, cara... E não tocava pouco, não. Tocava MUITO. E vendia. Vendia no Carrefour e estava no display principal da área de CDs.
Em 93 eu ganhei meu primeiro CD Player. Daquele da Sony, que vinha compulsoriamente com um Canto da Cidade, da Daniela Mercury. Junto com o aparelho, comprei também alguns CDs, entre eles, Nevermind e In Utero, que tinha acabado de sair.
Acho que o Nirvana fez a minha estréia na adolescência. Acho que era isso que falava comigo naquele som, mas eu ainda não entendia. Era angústia adolescente. Em grande estilo, né?
No ano seguinte, em 94, o Brasil conhecia o Plano Real, voltava a saber o que era ganhar uma Copa do Mundo (a primeira que tenho lembranças de verdade) e estava sendo assolado pela primeira onda do pagode romântico. Era uma época de Negritude Júnior com roupas brilhantes, Alexandre Pires de bigodinho e casaco de pelúcia com estampa de dálmata (pimp style) e Art Popular vestido de Ku Klux Klan (oi?) fazendo pirotecnia nos palcos da periferia de SP. Isso foi antes dos personal stylists e dos Armani dominarem essa galera... Era engraçado, vai?
Mas voltamos ao que interessa. 94 foi o ano que chegou a MTV na minha casa. Junto com ela, veio o Beck.
Na 7a série eu tinha amiga chamada Fernanda e ela adorava o Beck.
Você lembra da cara do Beck em 94?
Ele parecia com todos os meninos da minha escola. Só era mais branquelo. De resto, era a mesma coisa. A mesma roupa, o mesmo cabelo, a mesma magriça.
Eu achava o Beck muito doido, mas ele era comum. Poderia estudar comigo. Essa altura do campeonato ele tinha uns 20 e poucos, mas parecia ter 15, vai?
Aquela música (Loser) era a coisa mais não convencional que eu já tinha ouvido:
Tinha uma viola country.
Tinha uns sons que pareciam as músicas que tocavam nas lojas que as minhas amigas compravam aquelas porras daquelas saias indianas.
Tinha um branco fazendo rap. O último branco fazendo rap que eu tinha lembrança era o Vanilla Ice, sabe... Sem contar que eu me amarrava na caixa viajante do clipe.
(PAUSA EXPLICATIVA: Pra mim, os Beastie Boys são pós-Beck, porque foi nesse mesmo ano que eu vi o clipe de Sabotage e, só então, fui descobrir que por trás de No Sleep Til Brooklyn tinham uns branquelos...)
Em 95 veio a onda Indie Brazuca, mas essa história eu vou deixar pra contar depois...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Xuxa Black Hole Sun

Você sabia que essa boneca aparecia no clipe? JAMAIS reparei.
Eu tinha uma dessas...
Só fiquei sabendo porque li The 10 Most Undeserving Celebrities Who Got Action Figures, no Topless Robot.

A superstar from South America, where the lucky children have TV shows of hot women shaking their butts, Xuxa never made much of an impact here, mostly due to her non-mastery of the English language.
E ela está em SEGUNDO lugar. Merecido.
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terça-feira, 22 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
White Light Riot
Penso:
- Putz... Que banda gostosa de ouvir.
- Nahh.. Parece Maroon 5.
- Que isso.. É só um roquinho fofo, tipo VoxTrot.
- Afff.. Engodo.
Nenhuma conclusão sobre Atomism. Mas Transit State é uma música que gosto. Acho. As vezes.
É isso.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Móveis Coloniais de Acaju
Esse fim de semana teve Móveis no Inferno, em SP.

Pra começar, a casa segurou a fila até bem mais de meia-noite. Tinha gente até mais de três quarteirões da Augusta. Todo mundo se amontoando em frente aos inferninhos e os seus hosts gritando barbaridades para as pessoas na rua e nos carros.
Okay. Se você frequenta os botecos, restaurante e afins da Augusta, você já não fica mais chocado. Mas uma coisa é você passando ali rapidinho enquanto entra em algum lugar, outra é você ficar uma ou duas horas tendo que aturar isso. Achei falta de respeito da casa.
Lá dentro, o som tava péssimo. A Dj mandou Run to the hills, Born to be wild e Whiskey in the jar. Sensibilidade zero. Se você vai abrir pra uma banda, com a casa cheia, por favor, adapte-se ao público que não está ali de graça e tem um gosto definido. Até o Mau-Mau fez o DJ de casamento no Clash pra fechar a noite do Daniel Ash. Respeito.
Como se não bastasse a casa quente, lotada e o set medonho, seguraram o show até mais de duas da manhã, sendo que a banda tava direto de um show da madrugada no interior e não tinha dormido. Ou seja, pra matar: o público e a banda.
Em protesto, não tomei nem uma água. Porque eles tavam fazendo isso pra ver se o povo gastava no bar. Meu dinheiro só leva quem me dá conforto e o som que eu gosto.

Pra compensar o Móveis fez um show muito animado, de mais de 2 horas. Tocou tudo e mais um pouco e mais umas covers.
É assim que se faz. Eu pago, eles entregam.
Pra começar, a casa segurou a fila até bem mais de meia-noite. Tinha gente até mais de três quarteirões da Augusta. Todo mundo se amontoando em frente aos inferninhos e os seus hosts gritando barbaridades para as pessoas na rua e nos carros.
Okay. Se você frequenta os botecos, restaurante e afins da Augusta, você já não fica mais chocado. Mas uma coisa é você passando ali rapidinho enquanto entra em algum lugar, outra é você ficar uma ou duas horas tendo que aturar isso. Achei falta de respeito da casa.
Lá dentro, o som tava péssimo. A Dj mandou Run to the hills, Born to be wild e Whiskey in the jar. Sensibilidade zero. Se você vai abrir pra uma banda, com a casa cheia, por favor, adapte-se ao público que não está ali de graça e tem um gosto definido. Até o Mau-Mau fez o DJ de casamento no Clash pra fechar a noite do Daniel Ash. Respeito.
Como se não bastasse a casa quente, lotada e o set medonho, seguraram o show até mais de duas da manhã, sendo que a banda tava direto de um show da madrugada no interior e não tinha dormido. Ou seja, pra matar: o público e a banda.
Em protesto, não tomei nem uma água. Porque eles tavam fazendo isso pra ver se o povo gastava no bar. Meu dinheiro só leva quem me dá conforto e o som que eu gosto.
Pra compensar o Móveis fez um show muito animado, de mais de 2 horas. Tocou tudo e mais um pouco e mais umas covers.
É assim que se faz. Eu pago, eles entregam.
segunda-feira, 17 de março de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Metal - A Headbanger's Journey
Depois da Dri recomendar muito, eu vi Metal - A Headbanger's Journey

Heavy Metal pra mim é sempre uma coisa intrigante. Assim, só olhando, eu não consigo entender como alguém consegue levar isso a sério. Pior, não consigo entender como tem tantos adeptos que foi possível criar um modelo economicamente viável.
O filme meio que tenta explicar isso, pela visão de um antropólogo que é metaleiro desde criancinha.
O filme tem vários pontos muito interessantes...
Acho que o que me chamou mais atenção é o lance 'brotherhood' do metal. Um dos entrevistados comenta que quando você é um adolescente solitário e ouve Smiths, você fica lá sozinho, sendo esquisito e ouvindo Morrissey cantando sobre ser sozinho e estranho. Quando você é um adolescente solitário e ouve metal, você é aceito na galera do metal e passa a fazer parte de uma irmandade metaleira, não importa quão estranho você seja.
Isso me leva a questão dos indies blasés, cambada de chatos e socialmente incapazes que tem o maior prazer em esnobar uns aos outros. Os metaleiros são amicos e isso os une. Enquanto nego fica ralando com uma bandinha pra lá e pra cá, anos e anos, tocando em vários buracos só pra suas catinhas da internenezz!!11 e seus (poucos) amigos músicos de orkut, metaleiro tá tocando em festivais parrudos na periferia, cheio de outros metaleiros indo a forra e se divertindo horrores.
Eles mostram uma garota do Quebec, fã de Slipknot, cheia de 'se você não gosta, fuck you' e 'eu vou me vestir como eu quiser'. Hilário. Depois de um tempo eles mostram um tal de Mayhem (ou algo que o valha - desconheço totalmente). Os caras se auto-proclamam a banda mais importante do festival alemão que parece ser o Glastonbury do metal, 40 mil pessoas, palhaçada toda. Também são cheio de 'fuck you all'. Hilário novamente. Dá pra ver que nem eles mesmos acreditam no que estão dizendo.
O mais bacana é que depois destes caras, eles vão entrevistas o Dio. Poxa, o Dio. Pai do metal, vai? E ele tá lá, todo minúsculo (porque ele deve ter 1,50m quando muito), sendo fofo, educadinho e cool. Faz piada sobre o Gene Simmons (várias ao longo do filme) e faz cara de 'Ahhhh, essas crianças' quando se refere a galera do metal.
O mesmo acontece com a entrevista do Slayer. No começo do filme mostram alguém cortando 'Slayer' no ante-braço, sangue, tudo. Mais pro meio, aparece a banda e o entrevistador pergunta o que significa 'God hates us all' e eles dizem: Nada, mas o nome é forte vai?. Perfeito :) Os fãs se comovem por um negócio que até eles acham palhaçada.
O que me leva a outro ponto sensacional. Imagine a cena que eu vou descrever:
Banda de roque fazendo show nos EUA.
Todos os noticiários comentam quão perigoso é esse cara.
Ele é mal. Ele é satânico.
Ele corrompe nossas crianças americanas.
Ele é o anti-cristo.
Hoje, quem seria esse cara?
Seria ele?

Provavelmente seria.
Mas há 25 anos era outra pessoa.
Era esse aqui ó:

Malzão ele né? Vestido assim com essa roupinha e esse cabelo. E o make-up? Twisted Sister minha gente. Eles foram um dos responsáveis pela criação do Parental Advisory. Jamais sonhei.
Pois é gente... Não vou nem falar mais nada. Só resumindo o que acho: daqui 20 anos, todos nós vamos rir e pergunta 'Como é que alguém achou que Marilyn Mason era perigoso? Piadinha boa essa, né?'
Enfim.. De volta ao filme.
Falando em moços vestido de moças, o filme tem uma parte dedicada somente a questão da sexualidade no metal. Essa era o meu assunto mais esperado e achei que foi a mais fraca também. Ao invés de efetivamente falar sobre como o metal pode ser considerado uma coisa de macho quando todos os símbolos são visivelmente muito gays, eles ficaram falando das bandas de metal farofa, Motley Crue, Poison etc. Eu queria ver é esse povo explicando o Manowar?

O metaleiro do meu trabalho diz que é porque eles são guerreiros vikings. Oi?
Eles ensaiaram entrar no assunto falando sobre o lance dos homens e seus músculos, calças de couro, perus protuberantes em calças de couro apertadas, mas o máximo que chegaram foi dizer que quando Rob Halford (Judas Priest) apareceu com seus acessórios de couro e suas tachinhas, os gays já sabiam exatamente de onde vinha aquilo tudo, mas os héteros ainda não, portanto, acharam tudo muito macho. Tá boa pra você essa explicação?

Rob Halford. Saído diretamente do Blue Oyster Bar.
Um ponto delicado que foi abordado até bem foi o negócio do satanismo. Eles foram até a noruega, conhecida por seu metal perigosão, e contam a história das igrejas incendiadas pelos metaleiros malucos.
Eu não conhecia a história, mas teoricamente é meio assim: o pessoal de umas bandas lá resolveram lutar contra o cristianismo e botar fogo em igrejas centenárias. Um cara tá cumprindo perpétua (pelo incêndio e pelo assassinato de um companheiro - gente fina ele) e um outro foi condenado pelo incêndio mas saiu recentemente. Esse que saiu recentemente foi até entrevistado e ele deixa claro que não passa de um nazista incapaz de ter o mínimo de discernimento ou respeito pelas diferenças. Ou seja, velha história: Eu não sou aceito por ninguém, então também vou zoar o barraco e arrumar algum motivo bem bobo pra fazer isso. Quem sabe alguém nota a minha existência.
É muito bom que, logo depois de mostrar isso, aparece o Alice Cooper dizendo que adora ir pra Noruega pra poder ver as revistas de metal e ver esses caras disputando quem é o mais perigoso e maligno e satânico. Impagável ele dizendo que fica mostrando pro pessoal da banda dele, apontando e dizendo 'AHAHAHHAHAHAHAHHAHAA Olha esses caras!!!!!'.
Ahh sim. A minha última consideração é que o Bruce Dickinson tá muito parecido com o Roger do Ultraje a Rigor.
Bom :) Eu passo a recomendação do filme a diante.
**Este post é dedicado ao Klein, ao Masili, ao Rômulo e a YaHell, meus queridos amicos metaleiros. Se você é meu amico, é metaleiro, e me esqueci de você, por favor, me perdoe e tome este post como seu também.
No mais...
Não me culpem por não levar a sério. Tudo nessa vida tem só um propósito: Diversão :)
Heavy Metal pra mim é sempre uma coisa intrigante. Assim, só olhando, eu não consigo entender como alguém consegue levar isso a sério. Pior, não consigo entender como tem tantos adeptos que foi possível criar um modelo economicamente viável.
O filme meio que tenta explicar isso, pela visão de um antropólogo que é metaleiro desde criancinha.
O filme tem vários pontos muito interessantes...
Acho que o que me chamou mais atenção é o lance 'brotherhood' do metal. Um dos entrevistados comenta que quando você é um adolescente solitário e ouve Smiths, você fica lá sozinho, sendo esquisito e ouvindo Morrissey cantando sobre ser sozinho e estranho. Quando você é um adolescente solitário e ouve metal, você é aceito na galera do metal e passa a fazer parte de uma irmandade metaleira, não importa quão estranho você seja.
Isso me leva a questão dos indies blasés, cambada de chatos e socialmente incapazes que tem o maior prazer em esnobar uns aos outros. Os metaleiros são amicos e isso os une. Enquanto nego fica ralando com uma bandinha pra lá e pra cá, anos e anos, tocando em vários buracos só pra suas catinhas da internenezz!!11 e seus (poucos) amigos músicos de orkut, metaleiro tá tocando em festivais parrudos na periferia, cheio de outros metaleiros indo a forra e se divertindo horrores.
Eles mostram uma garota do Quebec, fã de Slipknot, cheia de 'se você não gosta, fuck you' e 'eu vou me vestir como eu quiser'. Hilário. Depois de um tempo eles mostram um tal de Mayhem (ou algo que o valha - desconheço totalmente). Os caras se auto-proclamam a banda mais importante do festival alemão que parece ser o Glastonbury do metal, 40 mil pessoas, palhaçada toda. Também são cheio de 'fuck you all'. Hilário novamente. Dá pra ver que nem eles mesmos acreditam no que estão dizendo.
O mais bacana é que depois destes caras, eles vão entrevistas o Dio. Poxa, o Dio. Pai do metal, vai? E ele tá lá, todo minúsculo (porque ele deve ter 1,50m quando muito), sendo fofo, educadinho e cool. Faz piada sobre o Gene Simmons (várias ao longo do filme) e faz cara de 'Ahhhh, essas crianças' quando se refere a galera do metal.
O mesmo acontece com a entrevista do Slayer. No começo do filme mostram alguém cortando 'Slayer' no ante-braço, sangue, tudo. Mais pro meio, aparece a banda e o entrevistador pergunta o que significa 'God hates us all' e eles dizem: Nada, mas o nome é forte vai?. Perfeito :) Os fãs se comovem por um negócio que até eles acham palhaçada.
O que me leva a outro ponto sensacional. Imagine a cena que eu vou descrever:
Banda de roque fazendo show nos EUA.
Todos os noticiários comentam quão perigoso é esse cara.
Ele é mal. Ele é satânico.
Ele corrompe nossas crianças americanas.
Ele é o anti-cristo.
Hoje, quem seria esse cara?
Seria ele?
Provavelmente seria.
Mas há 25 anos era outra pessoa.
Era esse aqui ó:
Malzão ele né? Vestido assim com essa roupinha e esse cabelo. E o make-up? Twisted Sister minha gente. Eles foram um dos responsáveis pela criação do Parental Advisory. Jamais sonhei.
Pois é gente... Não vou nem falar mais nada. Só resumindo o que acho: daqui 20 anos, todos nós vamos rir e pergunta 'Como é que alguém achou que Marilyn Mason era perigoso? Piadinha boa essa, né?'
Enfim.. De volta ao filme.
Falando em moços vestido de moças, o filme tem uma parte dedicada somente a questão da sexualidade no metal. Essa era o meu assunto mais esperado e achei que foi a mais fraca também. Ao invés de efetivamente falar sobre como o metal pode ser considerado uma coisa de macho quando todos os símbolos são visivelmente muito gays, eles ficaram falando das bandas de metal farofa, Motley Crue, Poison etc. Eu queria ver é esse povo explicando o Manowar?
O metaleiro do meu trabalho diz que é porque eles são guerreiros vikings. Oi?
Eles ensaiaram entrar no assunto falando sobre o lance dos homens e seus músculos, calças de couro, perus protuberantes em calças de couro apertadas, mas o máximo que chegaram foi dizer que quando Rob Halford (Judas Priest) apareceu com seus acessórios de couro e suas tachinhas, os gays já sabiam exatamente de onde vinha aquilo tudo, mas os héteros ainda não, portanto, acharam tudo muito macho. Tá boa pra você essa explicação?
Rob Halford. Saído diretamente do Blue Oyster Bar.
Um ponto delicado que foi abordado até bem foi o negócio do satanismo. Eles foram até a noruega, conhecida por seu metal perigosão, e contam a história das igrejas incendiadas pelos metaleiros malucos.
Eu não conhecia a história, mas teoricamente é meio assim: o pessoal de umas bandas lá resolveram lutar contra o cristianismo e botar fogo em igrejas centenárias. Um cara tá cumprindo perpétua (pelo incêndio e pelo assassinato de um companheiro - gente fina ele) e um outro foi condenado pelo incêndio mas saiu recentemente. Esse que saiu recentemente foi até entrevistado e ele deixa claro que não passa de um nazista incapaz de ter o mínimo de discernimento ou respeito pelas diferenças. Ou seja, velha história: Eu não sou aceito por ninguém, então também vou zoar o barraco e arrumar algum motivo bem bobo pra fazer isso. Quem sabe alguém nota a minha existência.
É muito bom que, logo depois de mostrar isso, aparece o Alice Cooper dizendo que adora ir pra Noruega pra poder ver as revistas de metal e ver esses caras disputando quem é o mais perigoso e maligno e satânico. Impagável ele dizendo que fica mostrando pro pessoal da banda dele, apontando e dizendo 'AHAHAHHAHAHAHAHHAHAA Olha esses caras!!!!!'.
Ahh sim. A minha última consideração é que o Bruce Dickinson tá muito parecido com o Roger do Ultraje a Rigor.
Bom :) Eu passo a recomendação do filme a diante.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
I like what you say
They say you learn from your mistakes... thats not always the case. I see them and I understand how I made them again and again..
Nada Surf faz as pessoas felizes :)
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Pra quem já foi ferido em combate...
updated
:) Adorei a expressão
Pra dar continuidade a semana do amô. Comemorando a chegada do Valentine's Day.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Hives - The black and white album
Vamos combinar que o Hives é muito bacana, mas do jeito que ia, não tinha como se sustentar por muito tempo. Eu gosto muito da banda, mas todo disco era muito mais do mesmo.
The black and white album me surpreendeu. Tem mais do mesmo (como no single Tick tick boom), mas também tem mais de outras coisas. Alguns timbres mais moderninhos, influência de bandas novas, de Paul Weller, algo de Stoogies e Ramones. Arrisco-me a dizer que vi algo de Duran Duran em It won´t be long, com Howlin' Pelle Almqvist (que diacho de nome é esse, não é, gente?) se empenhando em não soar tão obvio com sua voz mega característica. Giddy up, então, poderia ser Datarock.
O disco tem boas pérolas. Try Again me pareceu ótima. Adorei o corinho a la Hey Mickey e posso até ver os mods indo ao delírio com Well all right. A super improvável A stroll through hive manor cor poderia ser uma música de strip. Em Puppet on a string dá pra ver Catherine Zetta-Jones dançando de colete, begala e cartola.
Aprecio muito esse tipo de manobra arriscada. Especialmente porque ainda tem muito barulho, muita gritaria, muita galhofa. Como Hives deve ser.
Agora me digam: eles ainda abrem os shows do Maroon 5? Explica?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
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