terça-feira, 9 de dezembro de 2008

always rushing, always late


Rush hour bokeh, originally uploaded by paul_ark.

Treading water treading white wine
Seeing borders seeing straight lines
I get these feelings that I don’t
Have much time
Always rushing always late
Always rushing always late

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

I sing in your sleep


., originally uploaded by augustomelo.

Silently, I wish to sail into your port, I am your sailor
Quietly, I drop my weight into your sea, I drop my anchor
I sway in your waves, I sing in your sleep
I stay till I'm in your life


Oh, sweet creature
I know exactly how you feel
Your clock is ticking, tick tack tick tack
Your heart is beating tum tum tum tum tum

* adorei esse cd, viu...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Paris or not Paris?



Where Lost Love Is Found

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Soon

Um dos meus livros preferidos, Small Pieces Loosely Joined, fala sobre como a internet mudou a nossa percepção das coisas, inclusive coisas do mundo físico, como tempo e distância.

Definitivamente tempo e distância não é a mais a mesma coisa.

Hoje, eu acho que tudo, independente de onde, acontece aqui. Conscientemente eu sei que não é aqui, em SP, mas é aqui, onde estou e, como estou aqui, no meu computador, eu praticamente não estou em São Paulo. Fico me preocupando mais com o que acontece em lugares em que nunca estive ou onde eu gostaria estar do que com o que acontece aqui.

Mas acho que pior de tudo mesmo é o tempo. Eu, que já sou ansiosa por natureza, todo imediatismo é pouco. Um instante esperado é um instante perdido que jamais voltará.

A internet fez de nós, seres internéticos, escravos do agora. Quanto mais tempo por dia você passa on-line, menor fica a distância entre o agora e o daqui a pouco. O ´Já te mando´ não é mais um dia. ´Já´ é no máximo daqui 1 hora.

Conscientemente, tento não usar os mesmos pesos e medidas pra pessoas offline (pessoas offline? você conhece pessoas offline? eu acho que só conheço pessoa offline - 1 pessoa), mas é um exercício meio FAIL da minha parte.

Normalmente, pra mim, "soon" é no máximo meio período. Tento ser razoável e pensar que "soon" pode ser 24h. Mas quando GMail fala pra mim "2 days ago" a minha impressão é que o mundo va acabar... SOON.

very soon.

your feet in the air and your head on the ground

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Fairy Tales


Fairy Tales, originally uploaded by margolove.

As vezes, elas são reais.



Of Montreal frontman Kevin Barnes and his wife Nina have been through a lot together since they met at a music festival in Oslo, Norway in 2001: A few amazing nights in Europe, months of long-distance email correspondence, flights across the Atlantic, a tour, plenty of musical and artistic collaboration, a wedding, a child, struggling to pay the bills, a painful breakup and a joyful reunion. In this exclusive Paste interview, Nina Barnes sheds some light on her husband and his work, and tells her side of the Of Montreal story.


Leia o conto de fadas completo aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

No geral,

a vida é muito dura.

Mas as vezes, ela é muito boa, mesmo que só por alguns instantes.

Motek

14 Goiania Noise

Muito bom, pelo segundo ano consecutivo. Ano que vem, lá estaremos :)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Halfway to crazy


, originally uploaded by DaigoOliva.

Oh is life as bad as dreams
I guess thats just the way it seems

we accept the love we think we deserve


play. with me., originally uploaded by saikiishiki.

sábado, 25 de outubro de 2008

kodak brownie camera instructions


kodak brownie camera instructions, originally uploaded by maraid.

parte do set photo, film & sound ephemera em http://www.flickr.com/photos/maraid/sets/72157594292460499/

domingo, 19 de outubro de 2008

Task accomplished


Task accomplished, originally uploaded by vivoandando.

Primeiro resultado do meu laboratório PB caseiro.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bem amigos da Rede Bobo....

chuteira: Seleção Brasileira precisa frequentar centro espírita pra aprender a dar passe


chuteira: Rentería disse que vai fazer a comemoração do saci se fizer gol no Maraca. Porque HALLOWEEN É O CACETE, VIVA A CULTURA NACIONAL


chuteira: A gente realmente não pode convocar Marta e Cristiane???


chuteira: Seleção brasileira canta junto com a Rosana. Nem um toque eu quereeeendooooo
?

chuteira: Lá vem o pato, pataqui patacolá


chuteira: Seleção da Venezuela diz que no Equador é mais gostoso.


chuteira: Em situações de perigo, Lúcio torna o perigo ainda maior!


chuteira: Lá vem o Pato para ver o que é que há.

chuteira: O PATO PATETA PINTOU O CANECO

chuteira: Dunga agachadinho na lateral. Se cair, morre pastando.

lilaise: @chuteira e se a grama muda de cor, morre de fome....

fvieira: @chuteira se o brasil tomar um gol, o kaká manda o dunga sifudê em rede nacional.

fvieira: sério agora, o que o gilberto silva faz na seleção? ele tá pegando quem?

fvieira: há dois anos o cara passeia na granja comary sendo reserva seja lá onde ele jogue

chuteira: @fvieira É a cota. Diversidade, lances.

chuteira: ADEEEEUS DUNGAAAAA [n]

chuteira: Agora quero ver a CBF reclamar que o problema é que ninguém paga pra ver a seleção no Rio.

fvieira: buuuuuuuuuuuuuuuuuu

chuteira: Nego pergunta pro Julio César o que precisa melhorar. Três coisas: Defesa, meio campo e ataque.





Eu aqui tendo crise de riso e a Globo dando dinheiro pro Galvão...

Créditos: http://twitter.com/chuteira

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Saudades da minha Holga


Urban, originally uploaded by chomdee.

Queria tirar umas fotos...



E não seria mau se fosse em Londres.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Capitulo 6

Human pain



Apropriado.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Charme


*, originally uploaded by Der Ohlsen.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Blame me for the elevator


elevator, originally uploaded by sizima.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Acho anos 90 - pt2

DISCLAIMER: Eu ouvi muito lixo nos anos 90. Isso inclui Information Society e Double You. Isso significa apenas que 1. Eu era infant 2. Nem tudo que eu ouço é bom e nem tudo que é bom eu ouço. Nessa série de posts (que não sei quantas partes vai ter) vai se limitar a falar sobre o que eu acho que me influenciou ou influenciou o mundo. Vou ignorar tudo que se perdeu no buraco negro cultural, pra onde eu acredito que vai parar, por exemplo, o U2. Mas essa teoria do U2 eu explico em outro momento. Beijos, até breve.

A segunda metade dos anos noventa começou animada para nós, aqui, nessa terra tropical.

chico

95 e 96 foram anos que marcaram a carreira de bandas como Raimundos, pra citar os mais pesados, e Pato Fu, pra falar dos mais fofinhos. Junto com eles, zilhões de bandas de Minas, do Sul, de Brasilia e, mais especialmente, do Recife ganharam fama intergalática (segundo a minha visão adolescentística da época).

Raimundos

Com a ajuda da MTV, de algumas rádios universitárias e de selos independentes como Banguela, Chaos, Cogumelo e Excelente Discos, pela primeira vez eu ouvi roque nacional da minha época. Foi uma experiência bem bacana. Acho que foi ainda mais legal por ver tanta gente de tanto lugar e parar de ver a cultura ´jovem´ do Brasil como uma produto Rio-SP.

Gol de Quem

Nessa época eu conheci o Weezer, pelo até hoje maravilhoso clipe de Buddy Holly. Eu pirava no Rivers Cuomo de suéter minha gente. (Pirava?)

Weezer

Conheci também o Cardigans, pelo blockbuster LeonardoDiCapriano Romeo+Juliet. Claro que Titanic fez muito mais sucesso, mas tenho pra mim que quem lançou Leo no mundo das fantasias adolescentes foi esse romance batido. Digo, lançou Leo no mundo das fantasias das outras teens, porque no meu, ele chegou por Basketball Diaries.

Romeo+Juliet

Tudo ia muito bem para a música brasileira quando surgiram os Mamonas Assasinas. Mamonas foi um negócio muito incrível. Teve o poder de não somente ofuscar o que estava acontecendo como de simplesmente apagar tudo o que já tinha sido feito.

Mamonas

Eu jamais tinha percebido isso, até 2004, quando um dos produtores do show do Nada Surf (outra banda indie responsável pela boa música dos anos 90) comentou isso comigo. E hoje eu acho que ele tem toda a razão.

Realmente não me lembro de nada mais muito relevante daquilo que tava rolando... O Raimundos prevaleceu porque achou um jeito de se ´mamonizar´ sem perder muuuuuito a identidade. O Pato Fu, também deu uma ´semi-mamonizada´ logo depois disso, depois se recolheu e continua até hoje como uma grande banda pequena...

Para a sorte dos gringos, algumas dessas bandas que se destacaram nessa segunda metade dos anos 90 conseguiram se consolidar.. Weezer, Cardigans, Nada Surf. Estão todos aí, com seus altos e baixos, mas prevalecendo com dignidade suficiente.

Nos anos que se seguiram, eu vi os acontecimentos muito de longe... Eu tinha chegado na melhor parte da adolescência, vesti meu salva-vidas e fui viver isso como se deve... Passei alguns anos me importanto somente com os "babados e confusões" que tinha direito, com a minha "turminha louca" que estava a fim a penas de "aprontarmuitas confusões"...

Clichês de Sessão da Tarde a parte, eu tive uma adolescência de primeira e nas coisas que eu não tenho no meu currículo é a atividade de indie deprimido que fica no quarto ouvindo chororô de banda underground dos anos 90. Pronto, falei!

Mas enfim... Eu acabei deixando até bandinhas que eu gostava de lado, como meus guilty pleasures, porque meus amigos meninos eram metaleiros e minhas amigas meninas gostavam das 10 mais da Jovem Pan.

Os anos 90 acabaram pra mim em Porto Seguro, dançando a dança da manivela, regada a muito álcool vendido para menores de idade.

1185899026

É a vida, né?

Mas com o fim dos anos 90, vieram os provedores de acesso discado a internet, as madrugadas de IRC e a MP3, que nesse momento voltaram a viabilizar o consumo da música, afinal, o CD agora custava o dobro ou mais que isso.

A essa altura, pra mim também chegou a carteira de motorista, o trabalho, a facul a noite e o noivo... Isso acabou minizando o efeito internet na minha vida cultural.

Só mesmo em meados de 2002 consegui fazer o uso correto das possibilidades que se apresentavam.

Mas o assunto aqui é a década anterior, certo? Depois eu volto pra falar dos filmes, então.

domingo, 21 de setembro de 2008

Acho anos 90 - pt 1.

DISCLAIMER: Eu ouvi muito lixo nos anos 90. Isso inclui Information Society e Double You. Isso significa apenas que 1. Eu era infant 2. Nem tudo que eu ouço é bom e nem tudo que é bom eu ouço. Nessa série de posts (que não sei quantas partes vai ter) vai se limitar a falar sobre o que eu acho que me influenciou ou influenciou o mundo. Vou ignorar tudo que se perdeu no buraco negro cultural, pra onde eu acredito que vai parar, por exemplo, o U2. Mas essa teoria do U2 eu explico em outro momento. Beijos, até breve.

Acho que a minha primeira grande lembrança cultural dos anos 90 foi os Simpsons.

Passava na Globo, no fim de semana, se não me engano. Em 91, eu estava na quarta série e todos os meus amigos assistiam Simpons. Era uma chiva de camisetas, figurinhas e claro, The Simpsons Sing the Blues, com o hit Do the Bartman. Tocava em todas as festinhas.

Simpsons

Por causa dos Simpsons, veio a minha segunda grande referência dos anos 90. A família de Springfield parodiou um álbum que parecia ser um grande sucesso lá fora, com uma imagem do Bart nadando pelado atrás de uma nota de dolar.

Never Mind

Deve ter sido em 92, eu tinha 11 anos. Smells like teen spirit era definitivamente a coisa mais maldosa e pesada que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Eu fui uma criança criada a base de Tom Jobim e Chico, sabe. Fora isso, a minha mãe também ouvia muito Simone, Joana, Fagner, não era uma coisa "elitista". Ela gostava dos clássicos, mas também ouvia o que era sucesso no Cassino do Chacrinha. Tirando isso, eu só tinha contato com o que tocava no rádio, que em tempos de Plano Collor, ainda era muito resto do que as gravadoras tinham trazido dos anos 80.

Pra mim, Depeche Mode era o mais soturno e deprê que uma banda poderia ir. Eu tinha um Some Great Reward (tinha não... tenhoa até hoje... o mesmo) com musiquinhas alegres, mas também tinha Blasphemous Rumours. Imagina a minha cara de tacho quando ouvi Nirvana pela primeira vez...

Pra ajudar, no ano seguinte teve Hollywood Rock. Eu me reuni com o meu amiguinho Cássio pra ver a Globo transmitir uma banda superdivertida que tinha um baixista que tocava de cueca.

Flea

Aí apareceu um Kurt Kobain muito chapado mesmo. Eu NUNCA tinha visto alguém chapado de verdade em toda a minha vida. Só em filme. E em novela, se você considerar a Heleninha Roitmman.

Kurt

Poxa vida, eu tinha 12 anos e tava muito dificil de entender. Entender eu não entendi, não. Mas achei aquilo tudo muito alguma coisa. Não sei exatamente o que. Talvez agressivo, mas não exatamente. Só sei que achei muito. Não era como o Erotica, da Madonna, que eu totalmente incapaz de compreender por causa da idade. Eu sabia que era impróprio pra minha idade, mas mesmo assim aquilo falava comigo.

Voltando pra SP, (meu amiguinho Cássio morava em Rio Preto, eu estava lá com a minha mãe, de férias) fiquei com aquilo na cabeça, observando essa história do Nirvana caminhar. Aquilo tocava no rádio, cara... E não tocava pouco, não. Tocava MUITO. E vendia. Vendia no Carrefour e estava no display principal da área de CDs.

Em 93 eu ganhei meu primeiro CD Player. Daquele da Sony, que vinha compulsoriamente com um Canto da Cidade, da Daniela Mercury. Junto com o aparelho, comprei também alguns CDs, entre eles, Nevermind e In Utero, que tinha acabado de sair.

Never Mind

Acho que o Nirvana fez a minha estréia na adolescência. Acho que era isso que falava comigo naquele som, mas eu ainda não entendia. Era angústia adolescente. Em grande estilo, né?

No ano seguinte, em 94, o Brasil conhecia o Plano Real, voltava a saber o que era ganhar uma Copa do Mundo (a primeira que tenho lembranças de verdade) e estava sendo assolado pela primeira onda do pagode romântico. Era uma época de Negritude Júnior com roupas brilhantes, Alexandre Pires de bigodinho e casaco de pelúcia com estampa de dálmata (pimp style) e Art Popular vestido de Ku Klux Klan (oi?) fazendo pirotecnia nos palcos da periferia de SP. Isso foi antes dos personal stylists e dos Armani dominarem essa galera... Era engraçado, vai?

Mas voltamos ao que interessa. 94 foi o ano que chegou a MTV na minha casa. Junto com ela, veio o Beck.

Na 7a série eu tinha amiga chamada Fernanda e ela adorava o Beck.

Beck

Você lembra da cara do Beck em 94?

Ele parecia com todos os meninos da minha escola. Só era mais branquelo. De resto, era a mesma coisa. A mesma roupa, o mesmo cabelo, a mesma magriça.

Eu achava o Beck muito doido, mas ele era comum. Poderia estudar comigo. Essa altura do campeonato ele tinha uns 20 e poucos, mas parecia ter 15, vai?

Aquela música (Loser) era a coisa mais não convencional que eu já tinha ouvido:

Tinha uma viola country.
Tinha uns sons que pareciam as músicas que tocavam nas lojas que as minhas amigas compravam aquelas porras daquelas saias indianas.
Tinha um branco fazendo rap. O último branco fazendo rap que eu tinha lembrança era o Vanilla Ice, sabe... Sem contar que eu me amarrava na caixa viajante do clipe.

(PAUSA EXPLICATIVA: Pra mim, os Beastie Boys são pós-Beck, porque foi nesse mesmo ano que eu vi o clipe de Sabotage e, só então, fui descobrir que por trás de No Sleep Til Brooklyn tinham uns branquelos...)



Em 95 veio a onda Indie Brazuca, mas essa história eu vou deixar pra contar depois...