quarta-feira, 2 de julho de 2008

Walk like an egyptian

Pra entender o que rolava em termos de arte no Egito Antigo é preciso considerar a relação da arte com a religião. Naquela época, TODA arte tinha que ser sobre o faraó e o faraó era santo, logo, toda arte era sacra. Além de ser uma arte sacra e, portanto, cheia de regras religiosas, essas regras tinham que ser obedecidas sob pena de ira divina. E isso rolou durante milênios...

Acho que a arte egípcia também era exclusivamente dedicada aos mortos (alguém me corrija se eu estiver errada), virando uma grande referência na arte funerária. Mas isso não era uma coisa macabra e tal porque os egípcios acreditavam que a vida continuava depois da morte, então, era só uma passagem super importante e tal, mas nada triste (pelo contrário).

Como o faraó era santo, uma ligação entre o povo e deus, quando chegava a hora dele fazer a “passagem”, tinha que ser em grande estilo: as pirâmides.

A primeira pirâmide realmente grande foi a do faraó Zoser, contruída por um caboclo chamado Inhotep, que foi até “canonizado” depois de morrer, como reconhecimento pela sua obra. Ele foi o primeira arquiteto a arriscar usar quase que somente pedras em uma obra.

Esse túmulo era em forma de “mastaba”, que era uma tumba que tinha uma base retangular e, em cima, a parte aonde efetivamente ia morto, em forma de trapézio. Depois de fazer a primeira, eles iam fazendo outras “mastabas”, uma em cima da outra, sempre menor do que a que tinha embaixo. Essa estrutura ia fazendo degraus e formando uma pirâmide.

Mastaba

Depois dessa, vieram as outras, inclusive as pirâmides símbolo Quéops, Quefren e Miquerinos, que foram construídas para representar o encontro do homem com deus. Teoricamente, a pontinha do triângulo representa o lugar até onde deus desce pra chegar aos homens e até onde os homens devem subir para se encontrar com deus (ou seriam deuses?).

No começo dos anos 20, no Vale dos Reis, foram encontradas as ruínas do que deve ser o maior tesouro arqueológico do Egito: o túmulo de Tutacamom. Entre os outros mais de 50 descobertos por lá, esse foi o único que ainda estava intacto. Os outros tinham sido “hackeadas” por ladrões de túmulos.

TronoO descanso de Tutacamon provavelmente foi salvo porque estava dentro de um lugar que só podia ser alcançado depois de passar por 2 portas secretas. Passando pela primeira, estava o tesouro, com estátuas do moço, o trono, carruagens (Oi?), roupas e outros objetos pessoas, tudo em muito outro (inxalá!). Depois da segunda porta, finalmente o sarcófago, mas este não era um simples sarcófago, eram 3: um dentro do outro, tipo matroska. A primeira era de madeira dourada, a segunda era de madeira com vidro e a terceira, de ouro maciço e pedras preciosas. Lá dentro, finalmente, a pobre múmia do moleque.

Todos esses tronos, tumbas, carruagens, objetos de uso dos faraós e todo tipo de arte feito direto nas paredes e portas das pirâmides era feita por artesãos anônimos. Não era permitido ficar famoso fazendo arte. Era um ofício como outro qualquer: você era designado para isso, as regras religiosas do ofício eram ensinadas e não era permitido imprimir o seu “estilo” na obra. As cores, por exemplo, eram pré-definidas e a água era sempre representada em azul com um zigue-zague preto. Os homens eram sempre marrons e as mulheres eram amarelas e as estátuas deviam somente representar a presença perpétua de uma pessoa ou de um deus.

EgipciaAs estátuas dos mortos eram feitas para serem colocadas no túmulo, para que o espírito do falecido pudesse reconhecer a sua sepultura, pegar seu corpo e continuar a viver lá na outra dimensão.

Na pintura, a cabeça, as pernas e os pés tinham que ser colocados de perfil e o corpo, sempre de frente. Isso obrigava o artista a fazer aquele pescocinho que deu origem a expressão “fazendo a egípcia”, que nós tanto amamos. Outra (des)regra era desprezar profundidade, perspectiva e proporção: Os personagens mais importantes eram maiores e pronto!

Isso tudo recebeu o nome bonito de "lei da frontalidade" e reinou por quase todo esse período da arte.

Esse post é em homenagem a professora Rita, da sétima série, que me ensinou essas coisas aí.

PS1: Aceito correções. Meus conhecimentos sobre o assunto são módicos e eu não tenho exatamente muito tempo ou disposição de fazer pesquisas. Esse blog é só de brincadeira, não pretendo e nem poderia ensinar nada a ninguém.

PS2: As imagens são meramente ilustrativas. A mastaba nao é a do faraó Zoser, o trono nao é de Tutacamom e a figura "fazendo a egípcia" eu achei no Google Images.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Iron Man


Bom...
Tudo começou comigo relutando ver um filme de Jon Favreau.

Sabe como é... Ele era inicialmente um Swinger e depois ele foi o namorado milionário da Mônica, em Friends.

É meio que o mesmo problema que eu tenho com o namorado da fase pedófila da Rachel, o Tag, que agora quer convencer de delegado badass mothafucka em CSI N.Y.

Piorando, ainda tem Gwineth Paltrow, né?

Pra contrabalancear isso tudo, tem Robert Downey Jr, o homem que já nasceu cafa. O grande cafa, o mais cafa de todos. O papel tava fácil pra ele.

Gwineth Paltrow estragou todas as cenas de ação que participou. Não convenceu correndo de salto. Não conseguiu segurar a onda da personagem.

Gostei bastante do Jeff Bridges. Poderia ter sobrado mais história pra ele. O melhor de tudo foi que no dia anterior eu tinha resvisto The Big Lebowski. Jeff "The Dude" Bridges. Ahh, os anos 90.

No geral, gostei do filme apesar da história ser meio boba. Nada realmente se desenvolve ali, sei lá.

domingo, 29 de junho de 2008

A Few Brave Men

Bobby Stokes é inglês. Casou-se com uma japonesa e teve um filho.
Depois de alguns anos em Londres, eles resolveram dar uma chance a vida na terra dela.
Bobby dá aulas de inglês em uma Universidade e documenta a experiência cultural no Flickr.


, originally uploaded by bobby stokes.

Casey e Julianna se mudaram pro Japão há dois anos.

Foram para ver ´qualé´. Dão aulas de inglês para viver.
Escrevem um blog juntos sobre choque cultural, curiosidades e aproveitam parar dar notícias aos amigos que estão longe.
Casey gosta de fotografar.



Aninha tem 22 anos. Está com o Renato há uns 6.
Semana passada eles chegaram ao Japão pra viver como decassegues.
Aninha ama fotos, filmes e câmeras. Aguardamos ansiosamente as novidades no Flickr.

Fotografia sem projeto

sábado, 28 de junho de 2008

Casa comigo


bright eyes, originally uploaded by nathanriverschesky.

Road trip boy


28, originally uploaded by Penny Lamslawski.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Vire o disco


Turntable Lights, originally uploaded by onickz.

... por favor.

Wilde


wilde, originally uploaded by lareinefolle..

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Fred Herzog

Fred Herzog

Fred Herzog ficou famoso por fotografar a vida da classe trabalhadora de Vancouver nos anos 50 e 60.

Nascido em Stuttgart, ficou orfão durante a guerra e foi trabalhar como estivador. Chegou ao Canada no começo dos anos 50, passando por Toronto e Montreal antes de chegar a Vancouver em 1953.

Foi marginalizado na fotografia por usar Kodachrome quando todo mundo ainda usava branco e preto.

Mais fotos aqui.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Projetos de vida


Exibir mapa ampliado

O dia em que eu for rica e não precisar mais trabalhar, vou gastar todo o meu tempo lendo sobre como é possível uma porra dessas: tantos povos, vivendo tão perto, terem características físicas tão diferentes.

Só mais uma vez...


Amanhã talvez, originally uploaded by Ficha no Caixa.

... amanhã talvez.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Muscle Museum


ireland, originally uploaded by brendan sheridan.

5 projetos que me chamam a atenção

1. Scissorisms



Esse alemão fez uma exposição dupla bem fora dos clichês. Adorei o resultado.
Cheguei a conversar com ele e ficamos de fazer uma dupla juntos. Preciso retormar esse contato!

2. Dupla com uma meio frame e uma fram inteiro



Colaboração de uma Olympus OM1 em Liverpool e uma Olympus Pen EE3 em Glasgow.

Como eu não pensei nisso antes? Muito bons os resultados. Diferente.

3. Holga Chic



O grupo é de uma garota de Telaviv que estuda e.ou trabalha com moda. A história é documentar moda no mundo todo com uma Holga.

Tenho muitas fotos postadas lá e um bom número delas como ´Holga Chic of the Day´. Acho que é porque eu pesquei bem a idéia: Não é só fazer uma foto de moda. Tá mais pra documentar moda. Acho que o único membro que efetivamente faz ensaios é a HolgaSnake. As produções são mais crônicas de moda do que efetivamente "ensaios", mas ela saiu do Flickr...

4. Penography



A idéia aqui é usar os dois frames da Pen para fotografar uma mesma coisa. Achei diveritido.

5. Signboards

Dois garotos italianos pediram pras pessoas escreverem alguma coisa no quadrinho e fazerem poses pras suas Holgas.

Gostaria de tocar uma parada que fizesse vários desses no Brasil, nos centros de cidades grandes e pequenas, em vários estados.

Não coloquei a foto porque os autores não permitem.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Comida tailandesa típicamente brasileira

Thai bom é thai xexelento. E esse era.

Acho muita pagação indiano e thai no Brasil ser restaurante chic. Chic? Enfim...

Dava pra ver que no bar estava o pai (ou tio). Nas mesas estavam os filhos e, provavelmente, sobrinhos. O que me servia devia ter uns 19, 20 anos. Disperso como é de se esperar. Lá veio aquela água cheia de gelo e rodelinhas de lima.

Pedi pato. Pato num molhinho com algumas ervas e uma tal raiz que eu não conhecia. Arroz de jasmim. Aquela coisa boa.

Pato é pato, em qualquer lugar, mas o molho... Adormecia a boca.

"Será que eu tô comendo pato no tucupi?" Não. Tucupi eu sei como é. É amarelo porque é feito com mandioca braba, e esse era vermelho. Só faltava eu estar comendo uma especializada da cozinha paraense num thai xexelento na Califa, né?

Bom... Vamos para a sobremesa: Banana Flamé. A expectativa era comer sorvete de côco com banana sabe-se lá como. Considerei assada, flambada, frita... Mas não era nada disso.

Banana Flamé

Os pedacinhos de banana vinham dentro de uma massinha de rolinho primavera, fritinha, bem sequinha. Agora, o sorvete...

O sorvete era ótimo, de côco, com côco queimadinho em cima e tal. Mas tinah também algo dentro do sorvete. Era uma fruta, isso eu tinha certeza. Esse sabor me é familiar mas a textura tornava impossível identificá-la.

Comi mais um pouco e nada de ter um estalo. Talvez fosse a temperatura. Muito gelado, misturado no sorvete...

Quase no final, desisti. Chamei o garçom. "Amico, que é isso amarelo no sorvete, hein?" Ele fez cara de puzzle e saiu. Trouxe da cozinha um mais velho, de bigodinho de mafioso e inglês sofrível. Com toda a boa vontade do mundo, sorrindo, ele olhou no meu prato e respondeu. Deus que palavra é essa que esse moço tá falando? Diante da minha cara de puzzle, ele começou a fazer a "mímica da fruta": indicou o tamanho, disse que era verde e tinha uma textura na casca.

Dava pra ter matado aí, mas acho que a experiência de ver o thai fazendo aquela mímica e traumatizou.

Voltei pro hotel. Comecei a jogar no Google Images tudo que poderia se parecer com "djackye flu". Jamais achei que teria isso na Tailândia. Vivendo e aprendendo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Tomoko Sawada

Tomoko Sawada é uma fotógrafa japonesa que ganhou notoriedade com auto-retratos. Um pouco além da Cindy Sherman, ela começou com fotos tiradas em cabines de 3x4 instantâneas e depois fez uma série com fotos do tipo ´Livro do Ano´.

Com ajuda do computador, nesse trabalho ela ´atua´ como todas as pessoas presentes na foto, mudando apenas as roupas, o cabelo e a maquiagem.



Total zombaria com o aspecto homogêneo dos japs e com a tradição conformista.

Camera


My Camera, originally uploaded by +H.



Frase de W Eugene Smith. Na câmera de Harry.

Theres so many shades of black



Theres so many ways to act
And you cannot take it back

domingo, 15 de junho de 2008

He who does not understand your silence will probably not understand your words



Uma das coisas que mais me assusta em ter filhos é o lance de 'dar errado'. Já vi tantos pais que fizeram o melhor que podiam, que sabiam, que conseguiram, e mesmo assim, fizeram as piores escolhas, usaram as piores formas e conseguiram criar as os adultos mais deformados...

Fico sem saber se a culpa é dos pais ou se dos filhos. Talvez seja dos dois, não sei.

Por outro lado, fico pensando que não precisa de muito. Aliás, não precisa de nada. Quando você confia nas pessoas que te amam, sabe que pode contar com elas mesmo se você estiver errado, quebrar a cara, se estabar e voltar pra casa perdido, quebrado e machucado.

O dono dessa frase que tá aí em cima também disse uma vez que "você não precisa perder seu tempo se explicando, afinal, seus amigos não precisam de explicação e seus inimigos não vão compreendê-la, de qualquer forma".

Isso é só amor. A única coisa que você precisa ensinar ao seu filho é se viver e se virar sem profesores. Isso é atenção. O amor é a única coisa maior que o mundo que pode ser expressas em pequenos gestos, com impactos gigantescos.

Um bilhete, um post it. Que significa uma vida inteira, um porto seguro.

sábado, 14 de junho de 2008

San Diego

Vivo Andando

Mãe, socorro!

Me meti com a Yakuza da lomografia paulista!


Máfia

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Polinésia Californiana

Mr. Tiki´s
801 5th Avenue
San Diego CA

Dica do caçador de tikis, fui experimentar o tal hype da Polinésia.

O restaurante é bem bonito, os garçons são descolados. Vale pela decoração e pelo cardápio de mai tais.

Mr Tiki´s Mai Tai

A comida também é muito boa. Provei as costelinhas de carneiro, que vinham numa cama de vegetais no leite de côco.

Esse mai tai é o light. Não light de calorias, light no álcool, afinal, viagem de trabalho. Não podia dar vexame.

Acho que nunca tinha tomado um antes. Apesar de gostar dos guarda-chuvinhas, acho que o mai tai nunca me chamou a atenção porque em copos curtos não fica tão bonito. Quando vi a garçonete passando com um desses e entregando para o casal gay da mesa ao lado, eu resolvi experimentar.

Mr Tiki´s Mai Thai

Quando chegou o meu, os vizinhos de mesa logo acenaram, me chamando pra dizer: "É ótimo, não é??". Concordei.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

The love we give away...


Close Up, originally uploaded by cantstoptharock.

Este ai foi o presente de dois anos de namoro de Jeannete e Stephan, mas em http://www.sendamessage.nl/ você pode ter a sua mensagem pixada na Paslestina por 30 euros.

E eles ainda mandam as fotos do ´making of´.



Arte + ativismo.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Back to black

Tipo criança feliz, com muitos presentes e coisas pra explorar por longo prazo.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Esses humanos...

Só me decepcionam.

Fui-me.

Beijos, até.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

REC/SP

REC/SP

A versão São Paulo aqui. A versão Recife aqui.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

DESASTRE!

Estragaram o slide da Lomowalk.



Ahhhhh vou morrer!!!

sábado, 24 de maio de 2008

Everything's Gone Green

Esse filme estava aqui esperando pra ser visto desde março, acho.

Na minha lista de 10 filmes, Everything's Gone Green ficou para o final, junto com Across the Universe, porque achei que eu não ia gostar de nenhum dos dois.



Apesar de a primeira vista parecer só mais um indie clichê americano, não é. O filme é canadense e, logo, tem , que é aquele bobo esperto sexy nerd. Ele fez a série Joey (medo), mas conheci em A Problem With Fear, que passou no Festival do Rio em 2004.

Não, o filme não é sobre pessoas que plantam maconha em casa.

Como 4 em cada 5 filmes indies, fala sobre crise dos 30, mal do século. A diferença é que ao invés daquela lamentação egocêntrica (que define a crise em si), Ryan, personagem principal, se intriga mais com as outras pessoas do que com ele mesmo.

A trilha sonora, sim, é bem trilha clichê de filme indie, mas dessa vez, com bandas canadenses, claro.

E não, a trilha não tem Everything's Gone Green do New Order, nem no CD e nem no filme.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

LOL-cat film


lol-cat, originally uploaded by Leahcim.

Amamos Weezer



Rivers,

me dá um abracinho?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Insanidade comercial

Essa semana eu fiz uma pesquisa de preço em alguns laboratórios recomendados de SP para conseguir preços melhores para revelar e scanear os filmes 120 da Lomowalk.

Me deparei com um inexplicável disparate nos preços. Os preços de revelação puxada vão de 4,30 a 24 reais e do scan, de 15 a 160 reais. Explica?

Para servicinhos simples, a Tangram ainda tem o melhor custo benefício, mas pra fazer uma coisinha um pouco mais caprichada, tem que correr de lá pra cá, mesmo.

Acabei deixando os 5 na Espaço Visual. Tô aqui em oração para que nada de mal aconteça com meus filmes.

O scan vou ter que mendigar e pedir pelo amor de deus pra ver se alguém faz por 10, de repente.

terça-feira, 20 de maio de 2008

The Last Shadow Puppets

Cute Puppets

The Last Shadow Puppets é o 'projeto' de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals).

Normalmente, eu jamais pararia um instante pra ouvir um 'projeto' de dois fedelhos dessa espécie, mas eu ando num momento super tolerante da minha vida e resolvi dar uma chance.

The Understatement

Esse momento tolerante (+ apresentação ao vivo) me fez assumir meu gosto pela 'obra' de Alex Turner como um todo, e isso ajudou a rolar aquela curiosidade.

Eu torci o nariz durante anos pro Artic Monkeys, afinal, ninguém tão novo pode ter talento + experiência pra fazer qualquer coisa que preste, mas eu acho que esses meninos tem seu valor, raso, mas tem. Fazem uma festa como ninguém e conseguem passar alguma emoção (mesmo que simplória) em suas músicas e isso é o que vale.

The Age of Understatement tem muito do Alex Turner e não tanto do Arctic Monkeys. Talvez seja porque tenha algo de Miles Kane, afinal, toda essa tolerância aos brats não foi suficiente para ouvir Rascals, mas uma hora talvez role. Aí eu descubro.

Diria também que pensei muito em Enio Moriconi enquanto ouvia. É divertido.



Se eu fosse você, ouviria. Mas ouviria sabendo que é barato pra curtir por poucos

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Robert Longo


Robert Longo, originally uploaded by aliciaseesmice.




Gostamos de Robert Longo.



Beijos.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Lomowalk


Lomowalk, originally uploaded by vivoandando.

Chego a conclusão que filme dá barato. Tipo barato de ácido.

Kodak Instamatic 101 + Agfa quality 200

quinta-feira, 15 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Arena Lomo ao vivo


Arena Lomo ao vivo, originally uploaded by vivoandando.

Foi tipo isso...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Let´s Lomo


Alguns fotógrafos da mostra, originally uploaded by MaWá.

Mais info em: http://www.lomography.com.br/letslomo/

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O tempo passou e eu nem vi...





White Light Riot



Penso:

- Putz... Que banda gostosa de ouvir.
- Nahh.. Parece Maroon 5.
- Que isso.. É só um roquinho fofo, tipo VoxTrot.
- Afff.. Engodo.

Nenhuma conclusão sobre Atomism. Mas Transit State é uma música que gosto. Acho. As vezes.

É isso.

domingo, 4 de maio de 2008

Warhol e Basquiat para chegar em Mapplethorpe

Richard Mapplethorpe é aquele artista que você nao deve Googlear no trabalho. Unsafe.

Unsafe.

Unsafe foi o que fez o meu professor de Artes do colégio, que em 1996 levou alguns da minha classe a Bienal. Eu tinha 15 anos e estava no primeiro colegial. Um dos artistas do ano era Andy Warhol e entre as obras selecionadas estava os Torsos.

Torsos

Sabe, eu estava ansiosa e preparada para ver os Retratos. Jamais os Torsos. Ainda mais assim, com um grupo de amigos. De repente, entramos numa sala e lá estavam pendurados inúmeros perus, muito bem retratados, em riqueza de detalhes.

TorsosTirando a parte da vergonha adolescente, eu fiquei muito surpresa, porque o trabalho de luz e sombra era muito bacana mesmo. A tal vergonha adolescente e especialmente o medo de ser apontada pela turma como a tarada da classe, fiquei com vergonha de pedir maiores explicações ao meu professor japa, que estava lá justamente pra isso. Perdi a opotunidade.

Passei o resto do dia me interessando pelo resto da exposição. Ainda lembro que tinha Jean-Michel Basquiat (era o o ano de lançamento do filme, tava todo mundo comentado, foi bem quando conheci) e Goya (com uma série de gravuras só sobre a Guerra Civil Espanhola, feitas em chapas de cobre).

Voltando para as luzes e sombras dos genitais de Warhol, meus pais sempre deram muita importância as luzes e sombras dos quadros. Sempre ficavam falando sobre isso. A Pinacoteca fez uma exposição uma vez, só sobre ´Luz e Sombra no Renascentismo´. Foi bem bacana, inclusive.

Passada a fase do susto com as indecências artísticas, continuei me interessando por Warhol, Basquiat e seus contemporêneos. It´s the end of the 90´s. O pop (quase) não morre.

Nessa época, li aquele ´Mate-me, por favor!´. Aquele da capa laranja, lembra? Mais de 10 anos depois, comprei uma versão inglesa, com os Ramones na capa, Sex Pistols na contra, e muitas, muitas fotos coloridas no meio. Era pra dar de presente, mas as coisas não foram bem e acabei ficanco com ele pra mim.

Eu adoro livros sobre rock. Tenho vários. Eles não são só sobre música. São sobre comportamente, sobre a cultura de uma época e sobre arte em geral.

Foi no ´Mate-me, por favor!´ de capa laranja que eu passei do Andy Warhol pro Mapplethorpe. Mapplethorpe era marido da Patti Smith. Ele fotografou a capa do Horses, primeiro disco dela. O livro fala bastante dele até, mas fica no aspecto social NY-anos-70.

Foi da foto do Horses (e claro, das histórias do livro) que o conheci. Mas foi da foto daquele pé em salto alto que tinha no consultorio da minha dermatologista que fiquei pensando sobre a ligação com os Torsos. Tanto contraste naquela foto.

Horses

Em 2002, na aula de foto da faculdade, eu tava falando sobre isso com o meu professor. Esse cara era muito engraçado. Eu não consigo me lembrar do nome dele, porque todos o chamavam de Papai Noel, por causa da barba branca. Apesar do apelido ridículo, ele não era um professor ruim, não. Ele que me disse que o Mapplethorpe tinha uma série de fotos muito parecida com o Torsos do Andy Warhol, em termos de trabalho com luz e sombra.

Nessa época, já éramos abençoados com o Google, e tudo ficou mais fácil.


Rear, originally uploaded by Hilly_Blue.


É uma série de nus, masculinos e femininos. Especialmente o de masculinos, ele trabalha com caras com músculos muito, muito, muito marcados. Fica super dramático, cheio de texturas.


by Robert Mapplethorpe, originally uploaded by Carrera_PanAmerica.


Depois, cheguei na série de auto-retratos. É engraçado: se você procurar por Mapplethorpe no Flickr, vai achar um monte de gente "apropriando" (ai, odeio essa expressão). É bem bacana.

Mapplethorpe

Se eu 1. não detestasse euto-fotos e 2. não morresse de vergonha de deixar alguém me fotografar, eu faria um.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Outra


É a idade...

Crise dos 40.




... mas eu perdôo.

Arte das palavras


City Art, originally uploaded by katiemick.

Amo o Flickr.